Caminho do Sangue: doadores e pacientes mostram como a solidariedade transforma vidas

  • 18/06/2026
(Foto: Reprodução)
Caminho do Sangue: histórias de doadores e pacientes se conectam por meio da doação No último episódio da série especial Caminho do Sangue, histórias de quem doa e de quem recebe revelam o impacto da doação de sangue para além dos procedimentos realizados nos hemocentros. O que une essas trajetórias é um gesto simples e voluntário capaz de salvar vidas e devolver esperança. Assista acima. Entre os exemplos está o do gerente de logística Durval Almeida, que começou a doar sangue aos 18 anos, incentivado pela mãe, que também era doadora. Prestes a completar 32 anos como voluntário, ele já soma 116 doações e se prepara para alcançar a marca de 117. “Tenho a primeira carteira com três doações, depois a prateada, a dourada e a diamante, de 50 doações. Agora vou fechar mais uma e abrir outra carteira. A meta é chegar às 120”, contou. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Para Durval, cada bolsa coletada pode fazer a diferença entre a vida e a morte. “Infelizmente, uma pessoa acidentada precisa de sangue. Seria importante que mais pessoas viessem doar”, disse. Quem conhece bem essa realidade é o empresário Erick Lira. Após precisar de seis bolsas de sangue durante um tratamento, ele decidiu retribuir o gesto recebido de desconhecidos. “Foi o que salvou minha vida. Quem foi que salvou, eu não sei, mas salvou. Hoje, doar virou uma rotina. Você não sabe quando vai precisar, mas, se precisar, sabe que alguém decidiu doar para que outros possam viver”, afirmou. Outro exemplo é o do técnico de medição Antunes Roberto, doador regular de plaquetas. Com 88 doações realizadas, ele destaca a satisfação em contribuir com quem precisa. “Eu acho isso muito satisfatório. Em uma hora e meia você faz a doação e ajuda outras pessoas”, relatou. Tipagem sanguínea e a importância dos doadores Nos hemocentros, a orientação é clara: toda doação é importante. O fator determinante é que a pessoa esteja saudável e disposta a doar voluntariamente. O tipo sanguíneo mais comum é o O positivo. Já o O negativo exige atenção especial por sua baixa incidência na população. Conhecido como doador universal, ele pode ser utilizado em emergências para pacientes de diferentes tipos sanguíneos. No entanto, quem possui sangue O negativo só pode receber transfusões do mesmo tipo. Segundo a gerente de captação Nívia França, a demanda por esse grupo sanguíneo costuma ser alta. “A gente tem uma grande demanda, e o O negativo pode substituir outras tipagens em situações de emergência, quando não há tempo hábil para realizar os testes necessários”, explicou. Doadores e pacientes mostram como a solidariedade transforma vidas. Divulgação/Hemoam Dependência da transfusão para sobreviver A rotina de Seu Alcidino Pimentel, de 83 anos, também evidencia a importância dos estoques de sangue. Pelo menos duas vezes por mês, ele precisa passar por transfusões. “Não existe remédio para a minha sobrevivência. É só transfusão e algum paliativo. Graças a eles eu sobrevivo e tenho uma qualidade de vida boa. Entre uma transfusão e outra, eu me sinto bem”, disse. Às vezes a pessoa acha que é obrigação, mas não é. Eu agradeço de coração. É uma dádiva de Deus ter alguém que pode doar”, afirmou. A cura depois de 14 anos A história da universitária Aline Gibson dos Santos começou quando ela tinha apenas 6 anos. Após a extração de um dente de leite, um sangramento persistente levou a mãe, Lilian Gibson Santos, a buscar ajuda médica. “Ela ficava dizendo que o sangramento não tinha parado. A médica logo sugeriu que poderiam ser doenças graves do sangue”, relembrou a mãe. O diagnóstico foi leucemia. Foram 14 anos de tratamento, com idas e vindas ao hospital, até que Aline finalmente recebeu a notícia mais aguardada: a cura. Hoje, estudante de Administração no sétimo período, ela voltou a planejar o futuro. “Quero me formar, fazer uma pós-graduação e viajar. Durante o período em que fiquei doente, tivemos que abrir mão de muitos planos”, contou. Lilian lembrou que a recuperação da filha só foi possível graças à solidariedade de pessoas desconhecidas. “Eu não podia fazer isso por ela, mas outras pessoas fizeram voluntariamente. A doação de sangue é segura e contribui demais para a saúde. Sou grata a todos que doaram e aos que ainda pensam em doar”, disse. Ao longo do caminho percorrido entre o doador e o paciente, o sangue representa muito mais do que um componente essencial para tratamentos médicos. Para quem recebe, significa uma nova oportunidade; para quem doa, a certeza de que um gesto de poucos minutos pode marcar, para sempre, a vida de alguém.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/06/18/caminho-do-sangue-doadores-e-pacientes-mostram-como-a-solidariedade-transforma-vidas.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Bondade de Deus

Isaias Saad

top5
5. Vineyard - Entrega

Heloisa Rosa

Anunciantes