Da vitória do Garantido à polêmica na apuração: relembre os momentos que marcaram Caprichoso e Garantido em 2025
22/06/2026
(Foto: Reprodução) Caprichoso e Garantido na última noite do Festival de Parintins
Arthur Castro e Patrick Marques
A cidade de Parintins, no interior do Amazonas, conhecida pela divisão entre o azul e o vermelho, recebe nesta semana milhares de turistas para a 59ª edição do Festival Folclórico. A disputa entre os bois Caprichoso e Garantido acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho.
Antes do início da festa, o g1 relembra os principais momentos da edição de 2025, que foi marcada por apresentações na arena e também por acontecimentos fora dela, como rumores, despedidas e polêmicas envolvendo o resultado.
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Relembre os melhores momentos do Garantido em 2025
Em 2025, o Boi Garantido venceu o festival com o tema "Boi do povo, boi do povão" e conquistou o 33º título de sua história. Um dos destaques foi a entrada do apresentador Israel Paulain, que surgiu da arquibancada para fazer a tradicional contagem encarnada junto à galera vermelha. A edição também marcou a estreia de Jeveny Mendonça, como porta-estandarte do boi.
Jeve evoluiu com elegância e representou o pavilhão encarnado diante dos jurados
Patrick Marques, g1 AM
Na primeira noite, a cunhã-poranga Isabelle Nogueira interpretou a lenda indígena Tapyra’yawara e se transformou em uma onça, em uma apresentação inspirada em cosmologias dos povos originários da Amazônia.
Cunhã-poranga Isabelle vira onça em lenda indígena durante apresentação do Garantido
Patrick Marques, g1 AM
O boi também homenageou a advogada Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, morto na ditadura militar brasileira. A referência foi feita pelo amo do boi, com citação ao filme "Ainda Estou Aqui".
Na segunda noite, o levantador de toadas David Assayag se apresentou após rumores de substituição que circularam nas redes sociais e foram negados pelo artista.
Ainda na mesma noite, o Garantido homenageou as tacacazeiras da Baixa do São José, bairro de origem do boi. A rainha do folclore, Lívia Mendonça, surgiu de dentro de uma alegoria durante a apresentação.
Na última noite, o boi fez homenagem ao cantor e compositor Chico da Silva, parintinense e autor da toada "Vermelho". A homenagem reuniu o levantador David Assayag e o amo João Paulo Faria.
Garantido homenageia poeta parintinense Chico da Silva, compositor da histórica toada 'Vermelho'
Patrick Marques/g1 AM
O encerramento do Garantido também foi marcado pela despedida do tripa do boi Denildo Piçanã. Durante a apresentação, foi anunciada a saída do item, e a sucessão para o filho, Denison Piçanã, em uma transição familiar.
Garantido na última noite do Festival de Parintins 2025
Patrick Marques/g1 AM
Relembre os melhores momentos do Caprichoso em 2025
Em 2025, o Boi Caprichoso apresentou o tema "É tempo de retomada", com foco na valorização dos povos da floresta. Na abertura do festival, o boi fez um ato em defesa da demarcação da terra indígena Tupinambá, com participação de indígenas, do pajé Erik Beltrão, da cunhã-poranga Marciele Albuquerque e da apresentação do Manto Tupinambá do século 21.
Caetano Medeiros estreia como amo no Festival de Parintins 2025
Patrick Marques, g1 AM
A edição também marcou a estreia do amo do boi, Caetano Medeiros, e uma apresentação da cunhã-poranga, Marciele Albuquerque, que se transformou simbolicamente em um gavião durante a evolução individual.
Cunhã-poranga do Caprichoso ganha vida e vira gavião na primeira noite do festival
Patrick Marques, g1 AM
Na segunda noite, o público acompanhou uma releitura da toada "Réquiem – Prece aos Espíritos", de 1996, em homenagem às raízes indígenas e à espiritualidade ancestral. Um módulo alegórico com pajés foi içado por um guindaste durante a apresentação.
Outro destaque foi a alegoria da lenda amazônica "Sacaca Merandolino: O Encantador de Arapiuns", que contou com a aparição da rainha do folclore Cleise Simas.
Boi Caprichoso no encerramento da segunda noite do 58º Festival Folclórico de Parintins
Patrick Marques/g1 AM
Na terceira e última noite, o Caprichoso abriu a apresentação com uma cobra grande cenográfica, que surgiu entre o público. Na arena, a cunhã-poranga Marciele Albuquerque representou a "mãe das mães".
A noite também contou com participação do ex-levantador de toadas Edilson Santana, que interpretou "Utopia Cabocla", além da entrada de Angela Mendes, filha de Chico Mendes.
Bandeira levantada em homenagem do Caprichoso a Chico Mendes no Festival de Parintins
Patrick Marques/g1 AM
Fora da arena, a saída do presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, durante a apuração das notas repercutiu. Ele deixou o Bumbódromo em protesto contra as notas e também críticas ao resultado.