PF do Rio prende fornecedor de armas do Comando Vermelho que estava no Suriname
22/06/2026
(Foto: Reprodução) Arnaldo Ribeiro
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A Polícia Federal (PF) prendeu neste fim de semana, na Operação Red Fox, um fornecedor de armas do Comando Vermelho (CV) que estava no Suriname e movimentou R$ 150 milhões.
Agentes saíram para cumprir, no total, 13 mandados de prisão. A 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de meio bilhão de reais em bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas de fachada.
De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), Arnaldo Ribeiro negociou a compra de 10 fuzis AK-47 para a facção.
Arnaldo e a mulher, Denise Mendonça, foram detidos pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo e extraditados. O casal recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA).
O g1 apurou que Arnaldo tratava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido. Doca foi um dos alvos de prisão da Operação Red Fox, mas não foi encontrado.
Já Denise, de acordo com a PF, era uma operadora logística e financeira do esquema.
Agora no g1
Quatro presos no total
Além de Arnaldo e Denise, outros 2 investigados foram presos em território nacional.
No Rio de Janeiro, foi preso um operador financeiro, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos do CV e viabilizar pagamentos a fornecedores.
Em Tabatinga (AM), foi preso um homem responsável por uma empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.
Mansão em Paramaribo onde Arnaldo foi preso
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Foragidos e conexões
Alguns dos 9 foragidos são:
Edgard Alves Andrade, o Doca, chefão do Comando Vermelho;
Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o Berg, “tesoureiro” de Doca;
Silvio Andrade Costa, o Barriga.
De acordo com as investigações, Arnaldo negociou com Doca a compra de um lote com 10 fuzis AK-47 para o Comando Vermelho.
A mando de Doca, Berg realizou pagamentos fracionados a Arnaldo.
Já Barriga enviou para Doca uma imagem do cartão bancário de Arnaldo e uma chave Pix. Nesta conta seriam depositados R$ 150 mil pela compra de armas.
Doca ordenou a Berg a fazer o depósito, de forma fracionada, na conta de Arnaldo.